O reinado dos remédios emagrecedores está por um
fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
quer banir de vez a comercialização de todas as
drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema
nervoso central: a sibutramina e os derivados de
anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol).
A única droga para o tratamento da obesidade que
continuará liberada será o orlistate (Xenical), que
atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de
30% a absorção de gordura.
Diante de estudos que apontam que o consumo de
sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos,
desde o ano passado a Anvisa impôs novas regras e
endureceu os critérios de venda dessa droga. Ela
deixou de ser vendida como medicamento comum e
passou a integrar a categoria dos anorexígenos,
drogas que exigem receita especial.
A proposta de proibir os emagrecedores foi
anunciada a especialistas e entidades médicas da
área na semana passada e será publicada hoje no site
da agência, junto com um parecer explicando os
motivos. Para médicos endocrinologistas que atuam no
combate à obesidade, a medida é radical demais e vai
deixar os pacientes sem opção de tratamento, já que
o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro.